Num abraço ao “”, enquanto cuidadores consciencializamo-nos do “Cuidado!” a ter quando assumimos este papel. Não foi um espaço para estratégias de cuidado para com o outro, mas sim para connosco mesmos. Refletimos se descansamos o suficiente, se nos alimentamos equilibradamente, se temos momentos de lazer, mantemos ou recuperámos hobbies, se deveríamos pedir ajuda… Através da metáfora das máscaras de oxigénio num avião, percebemos que se um cuidador adoece emocionalmente, o cuidado também adoece e, por isso, fomos à raiz da questão: a culpa no autocuidado, o luto invisível e a imprevisibilidade, repetição, desconfiança e decisões difíceis a que obrigada este papel de cuidador de uma pessoa com demência.
A partilha e escuta uns dos outros revelou-se nas dinâmicas que se seguiram. Um encontrar de amor próprio, mesmo quando é mais fácil sermos compassivos com o outro. E levou a um compromisso, simples, mas enorme para cada um dos cuidadores presentes, por exemplo: “este mês vou cuidar de mim e começar a ler o livro que já comprei há um ano” ou “este mês vou cuidar de mim contactando um amigo para uma boa conversa”.
Levaram um presente, um envelope com a pessoa que é mais importante para cada um. Dentro do envelope estava um espelho!
Levaram esta frase a soar: Cuidarem de vocês não vos tira o papel de cuidador, permite que o sustentem!